O caso da coadopção e o respectivo referendo fez-me lembrar o facto de que as democracias estão a tornar apelativos os extremos. O fenómeno não é novo, mesmo assim, impossível é não sentir estranheza. Quais são as causas do protagonismo destes cantos de sereia?
Eu não tenho uma hipótese com provas. As minhas evidências derivam da intuição. E o que é que esta diz? A política está a perder a sua força. Digamos o que é força: é a capacidade de tomar decisões efectivas, fazer cumprir a lei e ter o poder de sujeitar o venal perante o interesse comum. As democracias podem perder a sua força, porque o que é decidido pelo processo democrático é irrelevante. Vejamos os tratados europeus que nunca foram referendados. Por fim, na nossa história, a primeira república abriu portas - pela sua confusão e indisciplina - ao estado novo. Será que estas portas estão sendo abertas, novamente?
Eu não tenho uma hipótese com provas. As minhas evidências derivam da intuição. E o que é que esta diz? A política está a perder a sua força. Digamos o que é força: é a capacidade de tomar decisões efectivas, fazer cumprir a lei e ter o poder de sujeitar o venal perante o interesse comum. As democracias podem perder a sua força, porque o que é decidido pelo processo democrático é irrelevante. Vejamos os tratados europeus que nunca foram referendados. Por fim, na nossa história, a primeira república abriu portas - pela sua confusão e indisciplina - ao estado novo. Será que estas portas estão sendo abertas, novamente?
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