Questionaram-me sobre a importância dos independentes na
vida política regional e nacional. Ora, pois bem, sou favorável à participação
de qualquer cidadão na vida política. Acho, até, que devem ser feitas algumas revisões
legislativas ao sistema político português com vista à facilitação do acesso
dos cidadãos aos órgãos de decisão política, sem que isso tenha
obrigatoriamente de passar pelos partidos.
Não vejo qualquer problema na participação de
independentes na vida política, por via dos partidos. Mas se não vejo problema,
também não vejo grandes benefícios, uma vez que as pessoas, quando se aproximam
dos partidos, estão a comprometer-se com essas estruturas, com a sua ideologia,
com a sua organização e com a sua agenda. O mesmo, aliás, que fazem os militantes. E assim é que deve ser.
Mais, acho que a maioria dos partidos acena com os independentes para mostrar a sua alegada superioridade relativamente aos demais, como se ser independente (isto é, não ter cartão) com atividade partidária fosse mais virtuoso do que ser militante. Parece-me, inclusive, que esta atitude diminui a condição de militante.
Por outro lado, considero que é uma tentativa de iludir os eleitores uma vez que apresenta como independente alguém que está comprometido.
Mais, acho que a maioria dos partidos acena com os independentes para mostrar a sua alegada superioridade relativamente aos demais, como se ser independente (isto é, não ter cartão) com atividade partidária fosse mais virtuoso do que ser militante. Parece-me, inclusive, que esta atitude diminui a condição de militante.
Por outro lado, considero que é uma tentativa de iludir os eleitores uma vez que apresenta como independente alguém que está comprometido.
E já nem sequer vou à análise dos independentes e das suas
motivações. Ser independente, num partido, pode ser confortável, pois beneficia-se da
estrutura sem estar sujeito às suas regras. Por outro lado, há também aqueles
mercenários políticos, dispostos a candidatar-se por um qualquer partido que
lhes dês guarida.
Resumindo, nada tenho contra a participação de independentes
das vidas políticas dos partidos. Mas também não vejo qualquer mais-valia nisso
(a não ser uma meramente instrumental e populista).
O que gostaria é que os partidos, em vez de abrir as suas
portas a independentes, propusessem a abertura das portas do sistema político
nacional à participação de cidadãos e estruturas apartidárias. Esse é que seria
o grande contributo dos partidos para a participação.
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